big data
Logística

Veja como o big data é aplicado às operações de logística

A aplicação do big data na logística pode trazer grandes benefícios para o setor no que diz respeito à mineração de dados. Isso se torna possível graças à quantidade massiva de dados que são gerados pelos fluxos de produtos, informações e serviços. Assim, podemos dizer que existem muitas informações que não são bem exploradas, mas que têm grande potencial de ajudar a gerar mais eficiência para o setor.

No artigo de hoje vamos falar sobre os benefícios que a ferramenta proporciona para as operações logísticas e como elas afetam o negócio. Quer saber mais sobre o assunto? Então continue acompanhando a leitura e confira agora mesmo!

Aumento da eficiência operacional

O big data permite analisar um volume massivo de dados, possibilitando a geração de conhecimento sobre os mais diversos aspectos operacionais. Dessa forma, torna-se possível alcançar eficiência operacional, à medida que o gestor consegue ter uma base sólida que contribui para a melhoria dos processos e desempenho, aumento da qualidade, redução de erros e necessidade de retrabalho, entre outras otimizações que garantem fluxos de trabalho mais eficientes.

Maior previsibilidade das demandas sazonais

Um dos principais objetivos da gestão de estoque é conseguir equilibrar as quantidades disponíveis com a demanda, ao mesmo tempo em que se mantém os produtos nos níveis mais baixos possíveis, visando ganhar em eficiência e redução de custos. Em outras palavras, a ideia é manter pequenas quantias, mas o suficiente para garantir o atendimento dos pedidos — evitando faltas e excessos.

Nesse sentido, o monitoramento das informações operacionais por meio do big data permite controlar fluxos mais críticos como a necessidade de reposição, perdas de materiais e indicar quais itens possuem maior procura em determinados períodos do ano.

Com isso, torna-se possível aumentar a previsibilidade sobre aumentos sazonais e a necessidade de armazenamento de quantidades maiores. A principal vantagem disso é: a possibilidade de os centros de distribuição se programarem para o aumento da movimentação (sem que haja colapso na operação) e evitarem questões como a falta de produtos no estoque, o que causaria ruptura.

Melhora nas entregas “last mile

Um dos grandes desafios da gestão de transportes atualmente é realizar as entregas “last mile”, ou seja, a última milha. O problema está concentrado em dois pontos fundamentais: a viabilidade do transporte e os custos para levar a mercadoria até o cliente final.

Entretanto, é possível aproveitar a aplicação do big data na logística e usar o potencial dessa ferramenta para identificar os padrões de entregas nas regiões e garantir maior eficiência da frota. Isso se torna ainda mais relevante quando se une aos dados gerados por meio de softwares de roteirização, que fornecem informações importantes como o consumo de combustível e a eficiência da distribuição.

A partir daí, o gestor consegue reconhecer a necessidade de diversificar a frota (tamanho dos veículos), por exemplo, e aprimorar a elaboração dos percursos, sempre com foco na eficiência e na satisfação dos clientes.

Modelagem das redes de distribuição

Por falar em distribuição, também é possível alcançar benefícios no planejamento que envolve essa área. Com base nos dados a respeito de todas as entregas que foram realizadas e na localização geográfica dos clientes consegue-se saber quais regiões possuem um volume maior de envios, identificar padrões de demanda e as melhores redes para atender o fluxo de envios.

Dessa forma, o gestor pode usar o conhecimento gerado para planejar novas redes de distribuição, tomar decisões que ajudem a aumentar a agilidade dos serviços e a redução dos custos operacionais e ainda encontrar meios de conciliar os objetivos organizacionais com o atendimento às necessidades dos clientes.

Mais informações sobre a cadeia de suprimentos

Até pouco tempo atrás, muitas empresas não se preocupavam com a gestão de seus fornecedores e transportadoras, que, por sua vez, não acompanhavam o atacadista, que também não entendia como funcionavam as operações do varejista. Hoje, a logística evoluiu e o conceito de Supply Chain Management está cada vez mais em ênfase.

É por meio dessa gestão da cadeia de suprimentos que se alcança a integração entre todos os players envolvidos e se estabelece relações de verdadeira parceria. Assim, todos possuem uma visão macro a respeito do fluxo de ponta a ponta, com informações que são fornecidas por todos: desde o fornecedor primário até a transportadora que realiza a entrega para o cliente final.

A mineração de dados por meio do uso do big data permite que mais informações sejam compartilhadas, abrindo um leque ainda maior de oportunidades de análises voltadas para a melhoria dos processos e de repassar informações importantes para os clientes a respeito dos seus pedidos.

Assim, por exemplo, se existe algum problema que gera atraso lá no fornecedor e pode impactar na entrega, os consumidores afetados podem receber essas atualizações e terem suas expectativas equilibradas — ainda que o transtorno do descumprimento do prazo exista, a empresa consegue transmitir a ideia de transparência nos negócios, o que ajuda a garantir confiabilidade.

Melhoria na experiência do cliente

A experiência que o cliente possui com uma empresa pode ser determinante para o sucesso do negócio no mercado. Garantir que o atendimento seja diferenciado e satisfazer as necessidades do seu público é sinônimo de fidelização, lealdade à marca e, possivelmente, a conquista de novos consumidores em potencial — visto que a opinião positiva de quem já fez boas compras pode impulsionar outras pessoas a conhecerem o serviço.

Nesse sentido, a aplicação do big data na logística pode ajudar a antecipar falhas, diminuir o custo do frete, agilizar o embarque e o envio dos itens, melhorar a qualidade e ainda oferecer um serviço com qualidade superior à dos concorrentes. Porém, é necessário lembrar que, para isso, deve-se investir em recursos de TI e acompanhar indicadores de desempenho (KPIs) constantemente.

Redução de custos

Por fim, outra grande vantagem de se investir em big data é que o cruzamento de dados dos processos permite que o gestor alcance um panorama sobre as atividades e consiga identificar os gargalos que precisam ser corrigidos, as oportunidades de melhorias e focar no ganho de eficiência. Com todas as mudanças que podem ser implementadas, é seguro dizer que se torna possível tornar a logística enxuta e reduzir os custos operacionais.

Como podemos ver, a aplicação do big data na logística garante diversos benefícios para as empresas, que vão desde questões mais operacionais (como a organização do estoque) até a tomada de decisões mais estratégicas, que envolvem até a cadeia de suprimentos.

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