Os custos logísticos para manter uma frota própria são altos e nos últimos anos ainda tiveram um acréscimo. Segundo a Confederação Nacional do Transporte, as empresas destinam aproximadamente 12% da receita para as atividades logísticas. Com a crise econômica e a alta no preço do diesel, esse percentual teve uma elevação, registrando um aumento de até 30% em alguns segmentos. O resultado é que a indústria repassa esses custos ao consumidor final e as vendas tendem a cair.

Uma das alternativas para reduzir custos e evitar gastos desnecessários é aderir ao transporte terceirizado de alta qualidade.

A terceirização do transporte é uma tendência global. No entanto, algumas empresas ainda têm receio de transferir a atividade logística para um fornecedor. Então, para auxiliar na escolha de uma transportadora, destacamos abaixo alguns fatores que devem ser avaliados pela sua empresa.

Desse modo, você não coloca em risco a imagem da sua organização e a qualidade dos serviços prestados. No momento de escolher futuros fornecedores de transporte, é importante avaliar não só os custos, mas também os benefícios do transporte terceirizado.

1. Treinamento da equipe, motoristas e entregadores

Um dos fatores que interfere diretamente na qualidade do transporte terceirizado é a qualificação da equipe.

Portanto, dê preferência para transportadoras que ofereçam palestras e treinamentos regulares, tanto para a equipe de operação, quanto para os motoristas e entregadores. Solicite à transportadora evidências que essas reciclagens são realizadas e com qual frequência.

Outro ponto importante é que os motoristas estejam sempre uniformizados e sejam educados com todas as pessoas envolvidas no processo, pois eles são a extensão da sua empresa perante seus clientes. Esses profissionais certamente estarão aptos a prestar um serviço de alta qualidade e atender as expectativas dos clientes, sem desculpas ou atrasos.

Tenha cuidado com transportadoras que não possuem uniformes, profissionais mal-educados, vestindo camisetas de time e chinelos, pois podem não passar uma imagem de confiabilidade da sua empresa aos seus clientes.

2. Idade da frota dos veículos

A idade média dos veículos que compõem a frota da transportadora é um fator que precisa ser verificado. Veículos antigos sofrem mais manutenção, tem baixa produtividade, poluem e possuem mais chances de se envolverem em acidentes. Escolha transportadoras que possuam veículos com idade acima de 10 anos.

3. Manutenção da frota

A manutenção da frota é outro ponto essencial do transporte terceirizado de alta qualidade. Afinal, é uma garantia a mais de segurança da carga e pontualidade do serviço. Portanto, na hora de terceirizar as atividades logísticas, fique atento aos fornecedores que oferecem custos abaixo do valor de mercado.

Algumas empresas trabalham com veículos sucateados e sem manutenção, colocando em risco a carga embarcada e o atendimento dos prazos.

Os veículos precisam passar por manutenção preventiva frequentemente. Desse modo, quando forem realizar uma viagem longa, correm menos riscos de quebrar. Muitas vezes é necessário consertá-lo — o que pode levar alguns dias — e com isso atrasar a entrega do produto.

As transportadoras que prezam pela qualidade dos seus serviços implantam um checklist que auxilia na identificação de possíveis problemas que precisem de manutenção. No checklist consta algumas verificações necessárias que devem ser realizadas diariamente antes do motorista sair com o veículo. Exemplo: verificar faróis, freios, óleo, combustível, pneus entre outros.

3. Acordo de Nível de Serviço

O SLA — do inglês Service Level Agreement — é a sigla para Acordo de Nível de Serviço, muito comum em outros segmentos, como tecnologia da informação, por exemplo. Porém, ele também já é uma realidade nas transportadoras de alta qualidade.

Em resumo, o SLA é um contrato entre o embarcador e a empresa de transporte terceirizado, e para entendermos seus objetivos, algumas de suas funcionalidades precisam ser consideradas:

  • definir prazos de coleta e de entregas;
  • especificar a expectativa da qualidade dos serviços;
  • incluir metas;
  • ressarcimento de avarias/extravios;
  • prazos para entrega dos documentos para cobrança;
  • definir penalidades para o que não for cumprido;
  • tempo de resposta.

Em outras palavras, ele é um meio de aperfeiçoar as operações, buscar a excelência e garantir a satisfação dos clientes.

4. Histórico de sinistros

Os embarcadores também devem levar em conta o histórico de sinistros da transportadora escolhida — informar-se se houve acidente, quais as medidas foram tomadas e como foi a pronta resposta. Isso é uma garantia de que o transporte terceirizado manterá a qualidade dos serviços prestados.

A CargoX, por exemplo, já realizou mais de três mil embarques e não teve nenhum sinistro. É um exemplo de serviço de alta qualidade, pois não tem histórico de roubo de cargas ou acidentes.

5. Gerenciamento de Risco

O gerenciamento de risco atualmente é uma obrigatoriedade já exigida pelo seguro de carga. Ele consiste em prevenir, identificar e administrar possíveis riscos com auxílio da tecnologia.

Conheça abaixo alguns itens que são de responsabilidade de uma gerenciadora de risco:

  • Analisar o perfil dos motoristas que irão transportar a carga, e, dependendo da situação, a gerenciadora de risco não libera o motorista para embarque.
  • Definir rotas que os motoristas devem transitar, evitando pontos que ocorrem maior incidência de roubo.
  • Definir locais de paradas e pernoites: há muitos postos de combustíveis onde os motoristas geralmente fazem suas paradas que não são confiáveis, pois existem quadrilhas que estão monitorando a carga para um possível roubo.
  • Monitorar 24 horas por dia o status da carga e do veículo.
  • Manter todas as informações de embarque em sigilo — poucas pessoas possuem acesso. Esse é um procedimento adotado pela maior parte das gerenciadoras de risco.

Esses procedimentos servem para garantir a segurança do motorista, veículo e da carga que está sendo transportada.

É importante avaliar qual empresa presta esse serviço para transportadora e se os processos estão sendo seguidos de forma correta. Pois se houver um roubo de carga, o seguro de transporte solicitará um relatório com todas as informações pertinentes.

6. Seguro de transporte

A transportadora deverá ter contratado um seguro de transporte para assegurar as cargas que ela transporta. É importante verificar qual é o limite de embarque que a seguradora permite por veículo. Pois caso a sua carga ultrapasse o valor assegurado e aconteça algum sinistro, a seguradora não ressarcirá. Existem casos em que o valor total do produto embarcado ultrapassa um milhão de reais.

As transportadoras cobram um percentual em cima do valor da nota fiscal que está sendo embarcada referente ao seguro. Não há uma padronização para essa cobrança. Antes de fechar negócio, informe-se sobre o valor e negocie.

7. Documentações necessárias e certificações

É importante verificar se a transportadora possui documentação necessária para atuar nesse segmento — o registro na ANTT – Agência nacional de Transporte Terrestre, por exemplo.

Para transporte de produtos químicos e perigosos, as exigências são maiores. É necessário que o motorista tenha curso MOPP — Movimentação Operacional de Produtos Perigosos, por exemplo. Algumas transportadoras possuem certificação SASSMAQ — Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade.

8. Avaliação de desempenho

Para medir a qualidade da transportadora, você poderá implantar uma avaliação de desempenho mensal, onde alguns critérios serão avaliados e medidos. Caso algum item fique fora da meta, o fornecedor deverá fazer um plano de ação para corrigir o problema. Essa avaliação contribui para pontuar quem são os melhores fornecedores e auxilia na renovação do contrato.

Abaixo seguem algumas sugestões de indicadores que podem ser implantados na avaliação de desempenho. São eles:

  • Percentual de coletas e entregas realizadas no prazo: é importante medir a data que as coletas e entregas são realizadas e criar uma meta percentual ideal em que o atendimento deverá ser feito.
  • Lead time de entrega: é o tempo que o transportador leva para entregar o produto, algumas vezes a coleta pode ser realizada com atraso, mas a entrega ser realizada na data acordada.
  • Percentual de avarias/extravios: é necessário medir a quantidade de produtos avariados/extraviados pelo total de produtos transportados. Com esse indicador será possível analisar como está a qualidade do transporte.
  • Percentual de cobranças enviadas incorretamente: infelizmente ainda ocorrem erros na hora do transportador cobrar pelos serviços executados, por isso é importante medir para que o fornecedor melhore a qualidade dos seus serviços.
  • Ressarcimento de prejuízos: é importante realizar um controle de ressarcimento das avarias ocorridas no transporte.
  • Capacidade e disponibilidade de veículos: realizar um levantamento do número de vezes que uma coleta é solicitada e não atendida por indisponibilidade de veículos.
  • Idade média da frota: acompanhar a média de idade dos veículos que são utilizados na sua operação, para que não sejam utilizados veículos sucateados e que possam ter problemas de manutenção.

Solicite ao seu departamento financeiro uma análise da saúde financeira da transportadora, pois não é bom para a empresa contratar fornecedores que estejam com problemas financeiros. Além disso, a estratégia é sempre trabalhar com mais de um fornecedor, pois se ocorrer algum problema, ela não ficará na mão.

9. Rastreamento das cargas

Verifique qual sistema a transportadora utiliza para rastrear seus veículos e como ela monitora as coletas e entregas. De alguma forma, você precisará dessas informações em tempo real para tomada de decisões e para informar ao cliente o status das entregas.

Um sistema de monitoramento também é importante para auxiliar no acompanhamento da entrega caso ocorra algum problema. O embarcador precisa ser informado o mais rápido possível para que o problema seja solucionado e a entrega não gere impacto para o cliente. Antecipar as informações e imediatamente providenciar uma resolução para o cliente é uma vantagem considerável.

10. Clientes atendidos

Outro referencial importante para quem busca um transporte terceirizado de alta qualidade é identificar os clientes já atendidos pelo potencial fornecedor. Com base na carteira de clientes do fornecedor é possível mensurar o know how da transportadora, pois geralmente elas são especializadas no transporte de algum segmento específico.

Consultando os clientes que a transportadora atende, é possível até comprovar sua eficiência e agilidade.

A tecnologia como aliada do transporte terceirizado

As transportadoras que prestam os melhores serviços, em geral, estão amparadas pela tecnologia. Com o uso de softwares disponíveis no mercado, é possível capturar informações sobre o transporte terceirizado.

A análise dos dados oferece soluções que simplificam as operações logísticas. A tecnologia pode ser usada pelo embarcador para acompanhar a carga durante todo o percurso, desde a coleta até a entrega.

Também é possível tirar proveito das soluções tecnológicas para identificar a capacidade excedente dos caminhões e reduzir os custos de transporte. Enfim, o uso da tecnologia amplia a transparência, melhora a experiência do usuário e impulsiona a qualidade dos serviços logísticos.

Agora que você conheceu melhor os fatores que devem ser observados no momento de terceirizar o transporte, entre em contato com a gente! A Cargo X garante a qualidade dos serviços prestados.