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Transporte de milho: evite erros e faça de maneira correta!

De acordo com o governo federal, o Brasil vai alcançar a marca de 236 milhões de toneladas de milho na safra 2018/2019. Além disso, são 62,82 mil hectares de área plantada em todo o território nacional — um dos principais destaques do agronegócio no PIB em 2018.

Mas, como um dos maiores produtores do mundo, qual a melhor forma de fazer o transporte de milho no País sem ter prejuízos? A opção mais barata continua sendo pelas rodovias, mas para isso é preciso tomar alguns cuidados para que o alimento não sofra contaminação por micro-organismos ou perda de qualidade. 

Para mostrar as precauções que é preciso tomar na hora de fazer esse transporte, preparamos este texto com dicas que vão ajudar os produtores a diminuir suas perdas e melhorar a qualidade do grão, mesmo sendo transportado por longas distâncias. Confira abaixo!

Quais as etapas do transporte de milho?

Grande parte dos grãos produzidos no Brasil é transportada pelo sistema rodoviário, por ser um meio mais flexível e ágil para ligar regiões, estados e municípios. Mas, para isso, é preciso preparar o caminhão e o produto para que não haja perdas e despesas causadas por problemas no envio da mercadoria. 

Por isso, a primeira etapa deve ser o estudo da logística: identificar qual a quantidade será enviada, quantos caminhões serão necessários e qual será o caminho mais econômico e seguro para levar a carga. Já existem softwares capazes de fazer as medições e informar o melhor trajeto para o gestor. Com uma análise e planejamento corretos, o produtor consegue se preparar para casos de entressafras, por exemplo.

 Em um segundo momento, antes de entrar no caminhão, o milho precisa passar por uma classificação para que seja comparado com a avaliação que será feita no momento do descarregamento. Isso evita que o comprador adquira um produto com uma qualidade diferente da que foi encomendada. Toda a carroceria deve ser muito bem inspecionada para garantir que nada vai interferir na característica do grão. 

O caminhoneiro e o produtor devem sempre verificar se há pragas ou fungos na carreta, se o produto está misturado com algo, se há vestígio de outro material na carroceria etc. Essa análise prévia ou checklist deve ser sempre feita antes de seguir viagem. 

Quais os principais cuidados com esse tipo de carga?

Com estradas mal conservadas, parte da carga pode ser perdida por causa de vibrações dos caminhões durante o trajeto. Também podem acontecer congestionamentos ou problemas mecânicos que vão aumentar o tempo de deslocamento e permanência do grão no veículo. 

O transporte rodoviário é um dos maiores responsáveis pela perda de colheitas de cereais no Brasil. Por isso, é importante traçar a melhor rota possível, por mais que essa perda possa parecer insignificante. Para não ter esse prejuízo, alguns cuidados devem ser tomados.

Carroceria adequada

Utilize caminhões com a carroceria graneleiro ou basculante. Além de facilitar o descarregamento, ela permite que os grãos sejam conservados com mais efetividade e protegidos contra qualquer umidade, o que pode causar apodrecimento do produto ou até surgimento de fungos.

Grãos soltos

Evite colocar os grãos em sacos — além de dificultar no momento do carregamento e descarregamento, esse tipo de processo pode aumentar o prejuízo do produtor. Como exige um tipo de carroceria diferente, ele não consegue levar a mesma quantidade como o graneleiro ou basculante. Qualquer rasgo no saco coloca em risco todo o produto, e a umidade demora mais para diminuir, uma vez que o saco absorve água. 

Prejuízo calculado

Ao escolher a melhor maneira de mover produtos de um ponto ao outro, o gestor não deve apenas se preocupar com o tempo gasto no transporte, mas também com o próprio produto. Dependendo da distância até o local de desembarque, é natural que aconteça a deterioração de uma pequena porcentagem dos grãos. 

Isso ocorre por causa das condições de temperatura e umidade a que serão expostos e que terá impacto na qualidade final do grão. Por isso, o aconselhável é que o gestor faça uma previsão dessa perda para negociar e entregar a quantidade certa ao comprador. 

Quais os erros mais comuns desse tipo de transporte?

Antes do início da colheita do milho, o produtor já deve saber qual o destino final do produto que será colhido. Ao fazer o planejamento de pré-plantio, é aconselhável que ele já determine a quantidade será separada para silagem, para cooperativas ou se será armazenado para vendas futuras. 

Um bom planejamento evita surpresas e, na maioria dos casos, garante um preço melhor ao negociar o quilo do grão. É importante estar sempre atento ao preço que a sua região está praticando e ter uma forma de armazená-los sem a perda de qualidade. Principalmente por se tratar de um alimento que só é colhido entre novembro e março. Assim, é possível se planejar para que tenha o que negociar durante o resto do ano. 

Outro erro muito comum é ignorar as condições de temperatura e umidade às quais os grãos serão expostos durante a armazenagem e o transporte. Se esses fatores forem deixados de lado, o grão já sairá da fazenda com uma qualidade inferior e, como vimos, é comum o produto perder suas propriedades durante o trajeto — o que pode passar uma má impressão para o mercado. 

Como a tecnologia garante a segurança em todas as etapas?

Por meio da tecnologia, é possível identificar quais motoristas estão procurando carga para a cidade de destino, informando todas as características do veículo, a reputação do motorista e o valor que será gasto com o frete. Também permite que a equipe de logística trabalhe com base nas simulações feitas pela plataforma. 

Se for contratada uma transportadora para fazer o deslocamento da carga, muito dificilmente o produtor vai conseguir acompanhar a carga durante o trajeto. Com a tecnologia a seu favor, qualquer ponto que fuja do planejado é identificado rapidamente e permite que ações preventivas sejam tomadas a tempo, o que traz mais segurança ao negócio. 

Como vimos, transportar grãos de milho exige cuidados que vão além do bom armazenamento no caminhão. É preciso desenvolver uma cadeia de logística para que o produto chegue com a mesma qualidade e quantidade de quando foi contratado. Por isso, é importante que os gestores considerem pontos como:

  • perda natural de grãos;
  • previsões do tempo durante o trajeto;
  • tipo de carroceria. 

Após todo o planejamento, é preciso ter certeza de que o motorista tem capacidade para fazer esse tipo de deslocamento e acompanhar o veículo durante a viagem. Graças à tecnologia, como a oferecida pela Cargo X, isso se tornou mais fácil e barato, além de criar possibilidade de trabalho para os caminhoneiros autônomos.

Ficou curioso em saber como a Cargo X pode ajudar a sua empresa a fazer esse tipo de frete? Entre em contato conosco e converse com nossa equipe focada no transporte de milho.

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