Saiba quais são as regras e cuidados para o transporte de cargas preciosas

Artigos

Saiba-quais-são-as-regras-e-cuidados-para-o-transporte-de-cargas-preciosas

Escrito por Ana Beatriz

Data: 20/12/2017

O transporte de cargas é uma das atividades que mais mobilizam a economia de um país. O modal rodoviário continua sendo o mais utilizado no Brasil, mas apresenta algumas dificuldades que precisam ser superadas, especialmente infraestrutura precária e assaltos.

Por esse motivo, a logística de transporte de cargas é uma das maiores preocupações dos gestores de frotas e de gestores de empresas em geral. É fundamental encontrar formas eficientes de minimizar riscos e contornar problemas.

Veja quais são as regras e os cuidados necessários para o transporte de cargas preciosas!

O que são cargas preciosas

Primeiramente, vale ressaltar que o transporte de cargas preciosas equivale à translação de itens que carecem de grande proteção e vigilância. Isso significa que o veículo está carregando bens de elevado valor material, como dinheiro, joias, títulos, ações, pedras e metais preciosos.

Esse transporte é feito, geralmente, em veículos blindados, que contam com mecanismos especiais de segurança, a fim de proteger tanto a carga quanto os responsáveis pelo seu transporte.

O Brasil possui muitas pedras preciosas em seu solo, como diamante, opala, jaspe, topázio, esmeralda, ametista, ágata, turmalina, alexandrita e outras. Qualquer carregamento envolvendo um ou mais desses tipos de pedras preciosas pode ser enquadrado nesse tipo de transporte de cargas.

As joias podem ser correntes, anéis, pulseiras, braceletes e assim por diante. E também os títulos e papéis de investimentos, como ações de empresas e títulos de renda fixa ou variável, bem como títulos de crédito, como notas promissórias, cheques e duplicatas.

O perigo no transporte de cargas preciosas

O maior perigo dessa atividade são, evidentemente, os assaltos. Existem quadrilhas profissionais que atuam nas rodovias.

As estradas brasileiras geralmente apresentam pouca segurança, e a própria infraestrutura precária de rodovias inteiras ou de alguns trechos favorece essas ações criminosas. Por exemplo, podem ser organizadas emboscadas em zonas mais desertas e em trechos com muitos buracos, que o veículo precisa atravessar com mais cuidado e lentidão.

Certamente, o transporte de bens de valor é um dos mais delicados e envolve um planejamento minucioso e eficiente, acompanhado de operações especiais.

As regras para esse tipo de transporte

No Brasil, o Ministério da Justiça (MJ) define regras para o transporte de cargas preciosas. Conhecer o que diz a legislação é fundamental para quem atua nesse segmento. Certas empresas podem, eventualmente, transportar bens de valor. Outras, no entanto, realizam esse deslocamento com frequência.

Primeiramente, o Ministério da Justiça proíbe que estrangeiros sejam donos e gerenciem empresas cuja especialidade é transportar bens de valor. Para ter propriedade e administração sobre empresas desse tipo, além de ser brasileiro, o empreendedor necessita de autorização do Departamento de Polícia Federal (DPF), devendo respeitar os seguintes requisitos, definidos pela Portaria nº 3.233/2012:

  • capital social integralizado de, no mínimo, 100 mil UFIR (Unidade Fiscal de Referência);
  • ausência de condenação criminal (condição que abrange os administradores, gerentes, sócios e diretores da organização de segurança privada);
  • contratação de, no mínimo, 16 vigilantes com curso de extensão no transporte de cargas preciosas;
  • dois veículos próprios especiais (no mínimo);
  • instalações físicas apropriadas (comprovação por meio de certificado de segurança).

A mesma portaria estabelece condições para a autorização. Para os que procuram licença de funcionamento para uma empresa de transporte de valores, há regras específicas para adquirir o certificado de segurança e para o processo de autorização.

Existem sete dispositivos legais, indicados pelo Ministério da Justiça, referentes à atividade em si. Esses artigos explicam sobre o número de vigilantes necessário para a realização do transporte, o tipo de veículo (conforme o numerário dos bens), a comunicação de modificações na operação e a alienação do transporte perante estabelecimentos financeiros.

O artigo 24, por exemplo, explica que as empresas que transportam bens de valor devem usar uma guarnição com, pelo menos, quatro vigilantes por cada veículo especial (incluindo o motorista), todos com extensão em transporte de bens de valor.

Já o artigo 25 explica que, se o numerário a ser transportado for maior que R$ 7 mil e inferior R$ 20 mil, a empresa tem direito de usar um veículo comum (de posse ou propriedade da empresa transportadora de bens de valor) protegido por, pelo menos, dois vigilantes habilitados para esse serviço.

Enfim, os artigos daquela portaria têm como finalidade oferecer mais segurança aos que trabalham com esse tipo de transporte e também aos que contratam esse serviço, bem como aos demais indivíduos. Busca-se motivar o desenvolvimento das empresas do setor, protegendo-as contra situações que gerem danos sociais e econômicos, como roubos e furtos.

A importância da tecnologia

A tecnologia desempenha um importante papel no transporte de bens de valor, pois otimiza a segurança e a comunicação do motorista com a empresa, minimizando riscos e permitindo a resolução de problemas em tempo real.

Entre esses recursos, podemos destacar:

Sistemas de monitoramento/rastreamento

São dispositivos que permitem acompanhar o caminho do veículo em sua rota e controlar tudo por meio de uma central. A localização do veículo acontece via satélite, com a ajuda de GPS ou por meio de um sistema de radiofrequência (que permite localizar o veículo mesmo em espaços fechados, como túneis).

Com as etiquetas RFID (Identificação por Radiofrequência), é possível localizar o veículo em qualquer local, perto ou muito distante da empresa.

Por meio de softwares específicos (alguns podem ser acessados a partir de aplicativos mobile), o gestor se mantém a par de tudo que está acontecendo com o veículo e sua carga.

TMS

O TMS é um sistema específico para gestão de transporte que, entre outras coisas, permite maior integração entre o motorista e a empresa, proporcionando melhor controle da carga.

Com ele, o gestor também monitora o veículo, identificando se o condutor está realmente seguindo a rota e se está se expondo a perigos desnecessários (dirigindo à noite, percorrendo caminhos que deviam ser evitados e assim por diante).

Roteirizador

O roteirizador é uma tecnologia que permite a criação de rotas inteligentes, considerando critérios como distância, estado de conservação das estradas e também segurança.

Com a geração de rotas e mapas inteligentes, fica menos complicado para o gestor e o motorista evitar trajetos perigosos ou longos demais, encurtando ao máximo a distância entre origem e destino dos valores a entregar.

Sistema de gestão de frotas

Esse sistema possibilita que o gestor tenha acesso rápido e confiável às informações, ajudando na gestão de documentos, de rotas, de consumo de combustível e assim por diante.

O fluxo de informações ajuda em um melhor gerenciamento de riscos e, consequentemente, em maior segurança.

Os recursos digitais

Por meio das redes sociais (principalmente Facebook), do e-mail e de recursos como o WhatsApp, o condutor pode manter comunicação contínua com a empresa, notificando-a sobre possíveis problemas.

O profissional pode levar consigo um tablet ou notebook ou usar diretamente a internet do seu smartphone.

Você já teve problemas com o transporte de cargas preciosas? Conhece os serviços e os produtos da Cargo X? Aproveite para saber mais sobre nós, seguindo-nos no Facebook e LinkedIn!

FAÇA UMA COTAÇÃO COM A CARGOX

Compartilhe: