Entenda os fatores que diminuem os custos e aumentam os riscos no transporte

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riscos no transporte

Escrito por Ana Beatriz

Data: 11/10/2016

Já apresentamos os principais custos operacionais do transporte de carga e citamos algumas alternativas para simplificar os processos logísticos e economizar. Hoje vamos falar sobre alguns aspectos que, se deixados de lado, podem gerar economia, mas também aumentam os riscos no transporte.

Confira, a seguir, alguns fatores que podem colocar a carga em risco e os requisitos que as transportadoras precisam cumprir para garantir a segurança das atividades logísticas!

Quais são os principais riscos no transporte de cargas?

Todo transporte, por mais que a empresa planeje o gerenciamento de riscos, está sujeito a sofrer imprevistos que podem prejudicar o prazo de entrega e a integridade das cargas, por exemplo. Dentre os principais riscos no transporte, pode-se citar:

  • avarias: danos à embalagem e à carga, como amassados, arranhões e quebras, por exemplo;
  • extravios: quando, por algum motivo, a carga se perde no meio do processo e não chega até o cliente;
  • roubo: casos em que a carga é levada por meio de ameaça com uso de arma — podem acontecer nas estradas ou em áreas consideradas de risco;
  • furto: no caso do furto, a carga é levada sem o conhecimento do motorista ou responsável. Podem haver casos em que eles ocorrem internamente, pelos próprios colaboradores;
  • sequestro do veículo: quando, em trânsito, o veículo é interceptado e levado junto com a carga. Também pode ocorrer em estradas e áreas de risco;
  • atrasos: o prazo para a entrega no cliente não é cumprido, por diversos motivos, que envolvem demora na consolidação da carga ou na roteirização, retenção em posto fiscal, falta de disponibilidade de veículos, dentre outros.

Qualquer um desses problemas causa um impacto negativo em suas operações, que podem envolver desde indisponibilidade de produtos para a venda, até a insatisfação do seu cliente final.

Portanto, vale lembrar que mesmo que você deixe seus processos bem estruturados e com um padrão mínimo de qualidade, é preciso contar com parceiros que possuem a mesma filosofia.

O transporte é a última etapa do processo de vendas, mas também é a que faz o elo entre o seu negócio e os seus clientes. Portanto, se o serviço de entregas não estiver alinhado com seus objetivos e garantir um nível de serviço adequado, é a sua imagem que é colocada em jogo — mesmo que um terceiro seja responsável.

Afinal, quais são os fatores que devem ser analisados ao contratar uma transportadora?

De maneira geral, o preço do frete possui relação com as estratégias que a empresa adota para garantir um bom serviço. Ou seja, o planejamento dos riscos e as soluções adotadas para eliminá-los fazem com que o preço seja mais alto.

Nesse sentido, o ideal é avaliar de que forma a transportadora lida com essas questões. Dentre os fatores que devem ser avaliados, podemos citar:

Averbação de transporte de cargas

Perder um carregamento, seja por roubo ou acidente, pode causar um grande prejuízo para os embarcadores. Por isso, para evitar riscos no transporte de cargas, é fundamental fazer a averbação do frete, ou seja, listar todas as mercadorias que serão transportadas para que a apólice de seguro seja a mais fiel possível.

Para reduzir os custos do frete, algumas transportadoras não dão a devida atenção ao seguro e à averbação da carga. Portanto, fique atento e fuja das ciladas. A Superintendência de Seguros Privados – SUSEP é o órgão responsável por controlar e fiscalizar essa atividade.

Seguro de transporte

A transportadora que presta serviços para a sua empresa está com todos os seguros em dia? Quando o fornecedor está com alguma documentação vencida pode até cobrar menos, mas irá colocar a sua carga em risco.

Vale ressaltar que o seguro de transportes e o seguro de responsabilidade civil do transportador têm coberturas diferentes. Ou seja, enquanto o primeiro é obrigatório para o embarcador, o segundo é responsabilidade de quem irá fazer o frete.

Como os riscos no transporte de cargas vão desde pequenas colisões e abalroamentos, até capotagens e incêndios de caminhões, é melhor garantir que os itens transportados estão assegurados adequadamente.

Recolhimento de impostos

Outro fator que pode diminuir o custo do frete é o recolhimento de impostos, como ISSQN, ICMS, IPVA, dentre outros. Quando a transportadora não se atenta para essas obrigações, colabora para aumentar os riscos no transporte.

Nesse caso, a falta de pagamento pode fazer com que a carga fique retida em postos fiscais até que a situação seja regularizada. Isso faz com que as entregas aos clientes finais fiquem prejudicadas, causando insatisfação.

Por isso, os embarcadores também devem levar em consideração a arrecadação de impostos no momento de escolher um fornecedor para o transporte de cargas.

Verificação de documentação do caminhoneiro

Para prestar um serviço de qualidade, é importante que as transportadoras estejam atentas à documentação dos caminhoneiros. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deve estar sempre em dia, para evitar eventuais infrações de trânsito, que podem suspender a permissão de dirigir.

Com a proposta de reduzir os riscos no transporte de cargas, as gerenciadoras de risco e seguradoras pesquisam restrições na documentação dos caminhoneiros. No entanto, vale ressaltar que, segundo a Lei 13.103, é vedada a utilização de informações de bancos de dados para impedir o exercício da atividade do Transporte Rodoviário de Cargas.

Sendo assim, o melhor é contratar transportadoras que ofereçam capacitações e treinamentos aos caminhoneiros. Na CargoX, por exemplo, esses profissionais passam por provas online e qualificações antes de começar a trabalhar.

O resultado é um atendimento diferenciado. Por isso, o embarcador deve sempre levar em conta o custo em relação ao benefício.

Manutenção da frota

As empresas que possuem frota própria também devem se preocupar com a manutenção dos veículos. Para evitar riscos no transporte de mercadorias, é essencial fazer as revisões periódicas e atentar para o ciclo de vida dos veículos.

A aquisição de frota própria aparentemente é uma boa alternativa para reduzir os custos, mas existem vários fatores que devem ser analisados. Podemos citar como exemplos a ociosidade da frota em períodos de baixa nas vendas e a ausência de carga de retorno, que fará com que o caminhão circule vazio, aumentando o custo da operação.

Esse cuidado é fundamental para garantir que a carga seja transportada em segurança, minimizando os riscos de acidentes, ou problemas mecânicos, que podem afetar a integridade dos produtos ou provocar atrasos na entrega.

Esse custo também influencia no valor do frete, principalmente quando as transportadoras possuem o cuidado de realizar rotinas de manutenção periódica, visando garantir que os veículos em circulação estejam em bom estado.

Por que é necessário avaliar outros requisitos além do preço?

Existe um ditado muito popular que diz que “o barato sai caro”. É possível conseguir condições especiais de preço. No entanto, quando o valor cobrado está bem abaixo do mercado, é provável que a qualidade do serviço será comprometida.

Sendo assim, ao contratar uma transportadora, deve-se ter a preocupação com os processos realizados pelo parceiro, as medidas de segurança que são adotadas, as garantias que a empresa oferece no cuidado com a carga, dentre outras características.

Ao realizar o processo de seleção, é preciso ter em mente que preço, qualidade e agilidade estão diretamente ligados, mas dificilmente serão equivalentes. Por exemplo, se o que se busca é preço baixo, é provável que a qualidade e a rapidez no envio das cargas não serão tão altos quanto se espera. Por outro lado, garantir um serviço de qualidade por um prazo razoável quase sempre é sinônimo de valores mais elevados.

A formação de preço

Para entender melhor a relação entre preço e qualidade, vamos explicar melhor como a formação do valor do frete se dá e o que as transportadoras costumam considerar. Veja:

  • Frete peso: é a relação entre o peso bruto e o peso cubado. A cobrança é feita considerando o maior valor entre os dois.
  • Valor da nota fiscal: em alguns casos, também se considera o valor da nota fiscal, realizando a cobrança com base em um percentual. Isso é especialmente válido para cargas com alto valor agregado.
  • Distância entre o ponto de origem e destino: também existe a cobrança com base no custo por km rodado.
  • GRIS: taxa referente ao gerenciamento de risco. Visa cobrir os custos que a transportadora possui para criar medidas que ajudem no combate ao roubo de cargas. A cobrança é feita com base em um percentual sobre o valor da NF.
  • Ad Valorem: taxa que tem como objetivo incorporar seguro à carga que não está assegurada quando ainda não está em trânsito. Também é cobrada com base em um percentual da NF.
  • Pedágio: dependendo do percurso que for utilizado para a realização das entregas, existe a cobrança de pedágio.
  • ICMS: o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços. Sempre será incluído na cobrança do frete.

Além desses fatores básicos, deve-se considerar, ainda, os outros custos que a transportadora possui, que incluem seus custos operacionais (como as manutenções nos veículos, por exemplo).

A relação custo-benefício

Diante do que já foi dito, fica mais fácil compreender a composição do valor do frete. Além dos custos operacionais que envolvem o transporte (combustível, pedágio, motorista, dentre outros), um fornecedor de transporte possui outros gastos que estão relacionados à segurança dos produtos.

Ou seja, vale lembrar que a soma de todos esses fatores irá configurar em uma cobrança de frete mais alta, porém com uma garantia maior de que as cargas estão sendo enviadas com segurança.

Nesse caso, vale a pena pagar um pouco mais caro por um serviço de qualidade, do que buscar reduzir custos e comprometer o envio das cargas e a satisfação dos clientes.

A menos que a transportadora tenha investimento em tecnologia e adote melhorias que permitem uma redução inteligente de custos, é preciso desconfiar de qualquer cobrança que seja bem inferior à média praticada. Isso é importante para tentar entender os motivos que fazem com que a empresa consiga esses descontos.

Como reduzir os custos operacionais de forma considerável sem comprometer a qualidade é difícil, é provável que essa diminuição no valor vem da falta de investimentos em medidas de segurança — que podem estar envolvidas desde a falta de manutenção adequada nos veículos até a falta de contratação de um seguro de cargas —, o que aumenta os riscos no transporte.

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