O que fazer para aumentar a capacidade logística do seu negócio?

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capacidade logística

Escrito por Ana Beatriz

Data: 17/11/2017

A capacidade logística de uma empresa determina a forma como ela consegue atender às suas demandas. Sendo assim, se a procura é alta, o ideal é que a rotina prática consiga suportar o volume de trabalho e mostrar eficácia. Por outro lado, a ineficácia pode comprometer a satisfação dos clientes e, consequentemente, prejudicar sua retenção.

No artigo de hoje, vamos apresentar algumas soluções e métodos que podem ajudar seu negócio a alcançar processos logísticos mais eficientes, aumentando o volume de trabalho e aprimorando o desempenho. Confira!

Verticalização do armazém

A verticalização do armazém é sinônimo de aproveitar ao máximo a altura do galpão para estocar os produtos. A principal vantagem disso é a possibilidade de utilizar toda a capacidade que a estrutura oferece para o depósito. Dessa forma, evita-se a necessidade de adquirir mais espaço ou mesmo de trocar de instalação.

A partir daí, consegue-se otimizar a área de circulação, obter um layout mais amplo e facilitar a utilização de máquinas e equipamentos como empilhadeiras e paleteiras. Assim, é possível aumentar a capacidade logística de armazenamento, viabilizando um fluxo maior de materiais.

Curva ABC de produtos

A curva ABC é um método usado para classificar o estoque com base na importância que os produtos possuem em termos de faturamento, lucratividade e giro. Sendo assim, eles são alocados nos grupos da seguinte forma:

  • classe A: são os produtos que geram mais lucro com a venda e representam um faturamento satisfatório. Entretanto, por serem mais seletos, têm um giro médio. O ideal é que correspondam a cerca de 30% do estoque;
  • classe B: são aquelas mercadorias que mais vendem (alto giro) e, portanto, geram o maior volume do faturamento. Contudo, a margem de lucro não é tão alta como no caso do grupo A. Devem compor de 50% a 60% do total do estoque;
  • classe C: são os produtos pouco vendidos (baixo giro) e geram pouco faturamento e lucro. O ideal é mantê-los no estoque apenas para evitar a ruptura (quando o pedido não é atendido). Devem compor, no máximo, 15% do estoque.

A partir dessa análise, também se torna possível saber quais materiais já estão obsoletos e, consequentemente, devem deixar de ser adquiridos — evitando perdas e prejuízos. Apesar de não ser um método voltado para o aumento da capacidade física, a curva ABC ajuda em dois aspectos:

  • aumentar o índice de atendimento de pedidos, visto que o setor de compras passa a conhecer melhor a demanda e quais itens devem ser comprados com maior frequência — diminuindo, assim, casos em que o produto está indisponível;
  • melhorar o faturamento, haja vista que a curva ABC equilibra o estoque e as demandas passam a ser atendidas com mais frequência.

Mapeamento de processos

O mapeamento de processos consiste no estudo sobre os fluxos de trabalho e tem como objetivo identificar falhas e oportunidades de melhorias. Por meio dele, consegue-se saber, por exemplo:

  • quais tarefas não agregam valor ao resultado final e, portanto, podem ser eliminadas;
  • o ponto exato em que determinada falha ocorre e quais são as possíveis causas;
  • o que pode ser aprimorado para aumentar a produtividade e reduzir o tempo de execução da atividade ou utilizar menos recursos, por exemplo.

Com as informações obtidas, as ações elaboradas passam a ser mais eficazes e ajudam a gerar resultados mais satisfatórios, como o aumento da capacidade produtiva.

Logística Lean

O conceito de logística lean tem origem no modelo de produção enxuta criado pela Toyota. Na prática, ela visa a adotar medidas que ajudam a reduzir os desperdícios que ocorrem na operação e tornar os processos mais eficientes — sendo executados em menos tempo, usando menos recursos e sem comprometer a qualidade.

O benefício, no que diz respeito à capacidade, é a possibilidade de aumentar a produtividade e fazer com que as equipes consigam realizar mais entregas no mesmo período de tempo.

Investimento em tecnologia

O investimento em tecnologia também é uma excelente estratégia para aumentar a capacidade logística na empresa. Por meio da implementação de sistemas de informação, os processos são automatizados, diminui-se o índice de erros (e a necessidade de retrabalho), aumenta-se a produtividade e o controle sobre as informações, entre outros benefícios.

Entre as principais soluções, podemos citar:

  • ERP: sistema de gestão integrada que permite gerenciar várias áreas do negócio dentro de apenas uma solução. Ajuda a melhorar a comunicação entre pessoas e áreas e centraliza todas as informações, facilitando a identificação e controle;
  • WMS: sistema de gestão de armazém, é voltado para a otimização de rotinas de gestão de estoque. Traz benefícios para rotinas de recebimento, estocagem, separação de pedidos, inventários e expedição, por exemplo;
  • TMS: sistema de gestão de transportes, que tem como objetivo gerir e controlar questões como contratação de frentes, auditoria de faturas, rastreamento de pedidos e ocorrências nas entregas, por exemplo.

Com os relatórios gerados por ferramentas como essas, os gestores identificam as falhas com mais precisão e passam a adotar ações mais eficazes para corrigi-las e aprimorar o desempenho do setor.

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Gestão do relacionamento com fornecedores

O relacionamento com os fornecedores também pode afetar a capacidade logística do negócio. Aqui, o ideal é alcançar o equilíbrio entre a demanda e o atendimento dos parceiros de negócio. Vale lembrar que, além dos provedores de produtos, estão incluídos os de serviços — como as transportadoras.

Quando se estabelece uma relação comercial confiável e com organizações que possuem condições de atender à sua demanda, torna-se possível aumentar o seu volume de trabalho com a certeza de que a operação vai se manter eficiente, sem queda na qualidade.

Otimização do transporte e capacidade logística

Por fim, investir em otimização do transporte também é uma forma de aumentar a capacidade logística da empresa. Nesse caso, pode-se contar com duas frentes principais:

Estudo de embalagens

Aqui, a ideia é avaliar se as embalagens são adequadas para cada produto e como elas impactam no espaço ocupado dentro do veículo. É possível perceber casos como, por exemplo, os de caixas maiores do que o ideal. Realizar ajustes é sinônimo de aumentar a capacidade dos caminhões e, consequentemente, o volume de transporte — o que também acaba influenciando no custo.

Calendarização e agendamento de entregas

Com a consolidação de cargas, pode-se colocar em prática as rotinas de calendarização e agendamento de entregas. Assim, pode-se adotar datas específicas para envios em cada região, aproveitando melhor a capacidade dos veículos e elaborando rotas mais eficientes.

O aumento da capacidade logística nem sempre está ligado às questões operacionais. Como podemos ver, também é possível melhorar a coleta de dados e o tratamento de informações, garantir índices maiores de produtividade e gerir processos mais enxutos (aumentando a agilidade), por exemplo.

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