Inteligência logística — O diferencial competitivo para o seu negócio

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Escrito por Ana Beatriz

Data: 23/08/2017

Atualmente, com o mercado cada vez mais competitivo e um público cada vez mais exigente, atender às necessidades dos clientes já não é um diferencial para as empresas: é o mínimo que elas precisam fazer para gerar uma boa experiência de compra e iniciar o processo de fidelização dessas pessoas. É aí que entra a inteligência logística.

No artigo de hoje, vamos explicar melhor esse conceito, como ele pode ajudar na criação de vantagem competitiva, a importância da visão estratégica, entre outros aspectos. Continue com a leitura e confira agora mesmo!

Inteligência logística

A inteligência logística consiste no conjunto de habilidades e competências de uma empresa que possibilitam a criação de respostas rápidas e eficazes para as demandas apresentadas pelo mercado, concorrentes e clientes.

Sendo assim, podemos dizer que a inteligência logística tem como objetivo proporcionar uma visão mais crítica, ao mesmo tempo em que torna os processos mais produtivos e orientados para alcançar os objetivos planejados.

Na prática, trata da gestão de atividades multifuncionais e integradas — tanto no ambiente interno quanto entre as empresas (parceiros de negócios) — focada na criação de conhecimento, no desenvolvimento do capital humano, em agregar valor aos produtos e serviços oferecidos e otimizar os processos logísticos.

Ainda que essas atividades não estejam diretamente ligadas, vale lembrar que existem tarefas que se relacionam indiretamente e causam influência no resultado das outras, compondo um sistema integrado que afeta o resultado. Sendo assim, um bom desempenho logístico depende não só dos profissionais da área, mas também da participação de outras equipes e empresas.

Por meio dessa integração, o gestor tem uma visão geral das operações e consegue tomar decisões mais ágeis e menos sujeitas a erros, sempre focadas nas necessidades do cliente e da empresa — apesar de, em alguns momentos, ter que abrir mão de alguns pontos para alcançar outros melhores (o chamado trade-off, ou troca compensatória).

Assim, aumenta-se a possibilidade de aprimorar os processos logísticos, reduzir custos, criar soluções diferenciadas, planejar as operações em curto, médio e longo prazo, alcançar o equilíbrio operacional, obter resultados consistentes e aplicar a melhoria contínua dos serviços.

Todos esses aspectos são fundamentais para criar um diferencial no mercado, se destacar da concorrência e gerar vantagem competitiva.

Inteligência logística como diferencial competitivo

Como já podemos perceber, investir na inteligência logística possibilita criar um diferencial competitivo e que a empresa saia na frente de seus concorrentes na hora de conquistar o consumidor. Contudo, para que isso se torne possível, vale a pena contar com alguns aspectos fundamentais. Entre eles:

Inovação

A empresa se abre para novos conceitos, ideias e perspectivas. Isso vale tanto para o desenvolvimento de novos processos ou produtos e serviços quanto para o aprimoramento de questões já existentes.

A partir daí, por meio da logística, a inovação passa a ser estimulada também em outras áreas — como Vendas, Produção e Marketing — aprimorando os resultados.

Planejamento

O planejamento é parte fundamental do sucesso de qualquer operação. Sendo assim, o ideal é concentrar um grande esforço na construção de um plano detalhado e bem estruturado, em vez de lidar com questões operacionais imprevistas, que fazem com que a equipe se torne “apagadora de incêndios”.

Visibilidade

A ideia aqui é ter acesso a informações relevantes a qualquer momento e aumentar o controle sobre os processos. Assim, consegue-se gerar transparência dentro da cadeia logística e melhorar a tomada de decisão — em agilidade e, ao mesmo tempo, precisão e eficácia.

Por outro lado, estrutura-se uma gestão voltada para a rapidez e flexibilidade na resolução de problemas. Tudo isso permite que as ações sejam adotadas em tempo real, evitando que as falhas se tornem obstáculos ainda maiores, urgentes e mais complexos.

Inteligência operacional

A inteligência operacional está ligada à capacidade que se tem para criar soluções diferenciadas para as necessidades dos clientes.

Dessa forma, chega-se a resultados acima da média do mercado, além de apresentar um rendimento contínuo (sem altos e baixos). Isso vale para as áreas mais operacionais e também para as mais táticas e estratégicas.

Ao mesmo tempo, aproveita-se o conhecimento dos profissionais envolvidos nos diferentes níveis hierárquicos da organização — o que proporciona melhorias integradas em todos os aspectos.

Acompanhamento de indicadores de desempenho

Os indicadores de desempenho são uma forma de o gestor se cercar de informações para avaliar o resultado dos seus processos, ou seja, todas as decisões tomadas são embasadas em números e na realidade do negócio.

Outra questão importante a respeito dos KPIs é que eles ajudam na identificação dos gargalos operacionais e no levantamento de quais são as possíveis causas, atuando diretamente no foco do problema.

Equipes multifuncionais

Contar com equipes multifuncionais, em que os profissionais têm capacidade para atuar em diversas funções (com comprometimento e proatividade), é fundamental para que a cultura da inovação e a inteligência logística sejam aplicadas na prática.

Clima organizacional

O clima organizacional está diretamente ligado à motivação e ao engajamento dos colaboradores. A ideia é criar um ambiente que valorize o bem-estar e a qualidade de vida dos profissionais.

Já com a cultura absorvida, os valores da empresa passam a fazer parte da conduta de todos, o que facilita o alcance dos objetivos e a transformação de como as atividades são geridas.

Outro fator importante é a sinergia entre o ambiente interno (atender às necessidades dos clientes internos) e o externo (consumidores).

Relacionamentos de longo prazo

Construir relacionamentos de longo prazo — não só com clientes, mas também com os fornecedores — é uma forma de criar uma gestão colaborativa, que integra os parceiros de negócio, fazendo com que todos trabalhem por objetivos em comum, sempre tendo o cliente como o foco.

Foco no cliente

Por falar em foco no cliente, o ideal é planejar os objetivos de acordo com as expectativas desse público e executar os processos de forma direcionada para o alcance das metas.

Isso significa oferecer os produtos e serviços de acordo com a exigência do mercado para o momento e garantir que a demanda será atendida da melhor forma possível.

Redução de custos

A redução de custos está bem relacionada à inteligência logística e à criação de diferencial competitivo para o negócio. À medida que a inteligência ajuda a promover a redução, as ações adotadas para diminuir os gastos sustentam a inteligência.

No que diz respeito à relação entre custos e vantagem competitiva, isso se dá por 3 motivos essenciais:

  1. Aumento da lucratividade: quando os custos da operação logística estão elevados, eles absorverão parte do faturamento e, consequentemente, da lucratividade. Reduzir custos é sinônimo de aumentar a margem de lucro, o que fortalece a empresa;
  2. Preços mais atraentes: os custos também influenciam diretamente a precificação dos produtos e serviços. Quando se consegue diminuí-los, torna-se possível reduzir os preços e atrair mais clientes, aumentando as vendas;
  3. Aumento da qualidade dos produtos e serviços: parte do trabalho de reduzir custos envolve melhoria nos processos, o que, indiretamente, afeta a qualidade — haja vista que muitos erros e gargalos são corrigidos.

Para alcançar essa diminuição dos gastos, vale a pena adotar algumas medidas, entre elas:

Logística enxuta

O conceito da logística enxuta surgiu com base no modelo Toyota de produção enxuta. O objetivo é eliminar os desperdícios operacionais, tarefas desnecessárias (que não agregam valor ao produto ou serviço), reduzir a incidência de erros e necessidade de retrabalhos, alcançar a eficiência, entre outros aspectos.

Mapeamento dos processos

Por meio do mapeamento de processos, consegue-se analisar os métodos de trabalho e identificar quais são os problemas, onde eles ocorrem e quais são as possíveis falhas. Quando as correções são aplicadas, torna-se possível reduzir os custos.

Revisão do orçamento

Revisar o orçamento é uma maneira de reduzir custos de forma planejada e estruturada. Por meio dessa análise, o gestor consegue reconhecer os gastos supérfluos, quais áreas estouram as metas, entre outras coisas.

A partir daí, as decisões acerca das reduções são feitas com planejamento e com uma garantia maior de que elas não impactarão negativamente os resultados ou a qualidade posteriormente.

Renegociação com fornecedores

Renegociar com os fornecedores também é uma excelente maneira de reduzir os gastos. Ainda que não se consiga diminuir os preços de tudo, vale a pena tentar um desconto por volume (planejando compras maiores de uma só vez, com um intervalo maior de tempo entre uma e outra) ou melhores condições para pagamento.

Se essa estratégia não funcionar, vale a pena abrir a negociação para que novos parceiros entrem — aumentando o poder de barganha e as chances de conseguir preços bons por uma qualidade satisfatória.

Pequenas alterações na rotina

Outra excelente maneira de reduzir os custos na empresa é adotando pequenas alterações na rotina. Exemplos disso são:

  • reaproveitar folhas usadas e utilizá-las como rascunho de anotações ou impressões de documentos não importantes;
  • desligar as luzes e os computadores no fim do expediente;
  • reduzir os gastos com material auxiliar (como copos descartáveis).

Para isso, é necessário conscientizar os colaboradores e explicar sobre a importância que essas transformações têm para que os resultados da empresa sejam ainda melhores. Apesar de parecer uma melhoria pequena, somando todas as alterações no final do ano, a redução é bem maior do que se imagina e pode ser benéfica.

A maior vantagem de conseguir enxugar os gastos na empresa é a possibilidade de investir em novas melhorias, reduzir os preços e aumentar as margens de lucro — dependendo de qual é o objetivo no momento.

Otimização das operações

A inteligência logística também envolve a otimização das operações. Aprimorar os métodos de trabalho é uma estratégia que ajuda no alcance de resultados mais satisfatórios, empresa mais eficiente e clientes mais satisfeitos.

Para isso, deve-se pensar em alguns pontos essenciais, como:

Aproveitamento das oportunidades

Assim como uma operação apresenta desafios, existem situações que, se bem trabalhadas, podem se tornar oportunidade de melhorar as operações e os resultados alcançados.

Dessa forma, o ideal é voltar os esforços para as questões que realmente proporcionam um bom desempenho — o que está totalmente alinhado com a estratégia de eliminar desperdícios e atividades desnecessárias.

Automação dos processos

O investimento em tecnologia é fundamental para o sucesso da logística, principalmente pela necessidade de ter um controle maior sobre os processos, obter informações atualizadas em tempo real, monitorar o ciclo dos pedidos, entre outros benefícios que essas ferramentas proporcionam.

Dessa forma, torna-se possível otimizar os fluxos e ainda promover a integração entre os setores da empresa e os parceiros de negócio, melhorando a comunicação.

Verticalização dos serviços

A terceirização dos serviços é cada vez mais tendência, principalmente devido ao fato de isso auxiliar na redução de custos, permitir que sua empresa direcione o foco para a atividade-fim (criando soluções que agreguem valor para o cliente) e pelo aumento da qualidade dos serviços.

Logística colaborativa

Como o próprio nome sugere, na logística colaborativa, os parceiros de negócio buscam contribuir para os resultados com o desenvolvimento de novas estratégias e conceitos que afetarão de forma positiva a experiência do cliente final.

Essa estratégia busca aumentar a eficiência de todos os envolvidos — reduzindo custos e otimizando os processos —, tornando a cadeia de abastecimento mais forte e permitindo que os players sejam competitivos como um grupo (em vez de atuarem sozinhos no mercado).

Foco nos resultados

O foco nos clientes deve estar alinhado com o foco nos resultados. Além de conseguir entender as necessidades do público, a estratégia também deve ter inteligência aliada à otimização dos processos.

Isso quer dizer investir em capacitação do pessoal, planejar os custos, adotar ferramentas tecnológicas, entre outros aspectos.

Melhoria de resultados

O pensamento de adotar uma gestão voltada para a inteligência logística está diretamente relacionado à melhoria de resultados. Isso quer dizer que, na prática, para alcançar a inteligência logística, é preciso definir objetivos bem claros e que estejam de acordo com a realidade do negócio e da empresa.

Esse passo é essencial para que todas as equipes (em todos os níveis) estejam cientes de suas metas, onde se espera chegar e o que deve ser feito para que isso se torne realidade — o que chamamos de plano de ação.

Depois disso, também se deve criar meios de avaliar os resultados — o que pode ser feito por meio dos indicadores de desempenho (KPIs) — e analisar se eles estão dentro do que é esperado.

Como alcançar a melhoria dos resultados

Primeiramente, a criação dos KPIs deve ser feita com base na estratégia da empresa, com o pensamento de agregar valor para o processo de análise e auxiliar o gestor em uma tomada de decisão mais precisa, ágil e acertada.

A partir desse recurso, torna-se possível saber quais são as falhas e gargalos operacionais, suas causas e como as ações podem ser elaboradas de forma a eliminar essas deficiências que influenciam os resultados.

Com esse acompanhamento, torna-se possível entender a relação entre os esforços direcionados para as atividades e os resultados alcançados — identificando as falhas que impedem o alcance dos objetivos.

Daí em diante, o gestor pode adotar uma rotina voltada para as melhorias contínuas, visto que os processos mais relevantes são constantemente analisados, modificados e aprimorados.

Visão estratégica

Como já se sabe, o caminho para a inteligência logística envolve pessoas, processos, tecnologia e infraestrutura. Mas também é necessário que eles estejam alinhados e sejam geridos em sinergia.

Caso um deles seja controlado de forma desigual, pode levar a alguma inconsistência no desempenho da organização. É aí que entra a visão estratégica, em um patamar superior, e a possibilidade de reger tudo ao mesmo tempo, com consistência.

Para isso, existem alguns aspectos cruciais:

Foco nos processos

Eles fazem parte do ponto mais básico para se alcançar a inteligência logística, haja vista que é por meio deles que se consegue criar um alicerce básico para alcançar o resultado esperado.

Ou seja, é preciso fazer uma gestão mais ativa e participativa, em vez de deixar as coisas acontecendo no modo automático — o que acontece muito com atividades mais operacionais. Assim, sabe-se o que pode ser feito para criar valor, de ponta a ponta.

Nesse sentido, o ideal é contar com alguns métodos e ferramentas, como:

  • mapeamento de processos;
  • correção de falhas;
  • aproveitamento das oportunidades de melhoria;
  • padronização;
  • monitoramento.

Benchmarking

O benchmarking trata do estudo sobre as melhores práticas de mercado. Nessa fase, analisa-se outras empresas — de preferência os concorrentes diretos — com a intenção de identificar quais são os seus acertos, quais problemas eles enfrentam e como devem ser evitados.

A ideia não é fazer uma cópia, mas sim saber quais bons exemplos podem ser aprimorados e o que pode afastar os clientes e deve ser evitado. Além disso, é uma forma de saber o que precisa ser feito de diferente para se destacar no mercado.

Sendo assim, deve-se analisar os processos (tanto internos quanto externos) e fazer alguns questionamentos, como:

  • esse processo é mesmo necessário para agregar valor?
  • qual impacto ele promove na empresa?
  • quais são as expectativas dos clientes desse processo?
  • ele é capaz de atender os objetivos?
  • é possível medir sua performance? Quais métricas serão usadas para isso?
  • existem gargalos que precisam ser solucionados?
  • como as responsabilidades estão distribuídas?
  • existem etapas duplicadas ou desnecessárias que precisam ser eliminadas?

Vale ressaltar que, no caso dos processos externos, esse questionamento ainda envolve a viabilidade de implementá-los na empresa e de que forma eles precisam ser adaptados para se encaixar no modelo de negócios.

Treinamento e desenvolvimento

Falamos o tempo todo sobre a importância dos processos e como eles precisam ser bem estruturados, mas é necessário lembrar de algo fundamental: são pessoas que os executam e são responsáveis pelo sucesso dos resultados.

Sendo assim, o ideal é investir no desenvolvimento e retenção de talentos — principalmente pela dificuldade de se encontrar mão de obra capacitada no mercado. Aí, voltamos para a questão da cultura empresarial e como a transformação na gestão influencia nos resultados.

Profissionais motivados e engajados têm mais contribuições para fazer, principalmente quando se tem um clima de inovação, em que as ideias podem ser compartilhadas livremente e são estimuladas.

Integração entre processos

Outro ponto importante é a integração entre os processos. Quando existe um sequenciamento bem definido e o gestor pode ter uma visão sobre as atividades e como funciona o fluxo de trabalho, consegue-se levantar mais informações e realizar uma tomada de decisão mais segura.

Nesse sentido, a solução é investir em soluções integradas e estreitar o relacionamento com os parceiros de negócio, estimulando uma comunicação clara, objetiva e fluida.

Agilidade na tomada de decisão

Em tempos de mercados cada vez mais acirrados, ter agilidade na hora de tomar a decisão deixa de ser um grande diferencial para se tornar uma necessidade. Porém, ao mesmo tempo, deve ser um processo acertado. Nesse caso, a obtenção de informações relevantes e a comunicação são peças fundamentais.

Essa rapidez é que pode fazer a empresa se destacar dos seus concorrentes, principalmente quando se trata de aproveitar as oportunidades que aparecem.

Gestão do conhecimento

Falamos muito sobre a informação e a comunicação, mas é preciso lembrar que essas questões são apenas parte do caminho para aprimorar os processos. O que conta mesmo na hora de criar um diferencial é o que é feito com esses dados, ou seja, a gestão do conhecimento.

Em outras palavras, o conhecimento é gerado por meio das informações coletadas e atua de forma transversal entre as áreas da empresa, ajudando a melhorar a gestão estratégica, estando ligado aos sistemas de informação e investimento em tecnologia e integrando outras áreas, como marketing, vendas e compras.

Entre os benefícios dessa gestão, podemos citar:

  • maior agilidade a capacidade de resposta aos problemas;
  • aumento da competitividade e rentabilidade;
  • aumento da motivação dos colaboradores;
  • ganho em produtividade;
  • melhoria na comunicação entre os envolvidos;
  • maior probabilidade de alcançar a excelência nos negócios;
  • melhora no atendimento aos clientes e no relacionamento.

Como podemos ver, a inteligência logística guia as operações para que o objetivo seja sempre agregar valor aos produtos e serviços e superar as expectativas dos clientes, ao mesmo tempo em que se alcançam resultados mais satisfatórios — por meio da eficiência dos processos. Entretanto, é uma questão que envolve modificações na gestão, na cultura e até mesmo na visão empresarial.

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