Entenda os custos variáveis do processo terceirizado de logística

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Escrito por Antonio Vizir

Data: 22/06/2017

A terceirização é uma das estratégias utilizadas frequentemente por algumas empresas com o intuito de diminuir gastos e otimizar o tempo do gestor.

É importante entender bem como funciona a terceirização e os custos variáveis envolvidos nela. Assim, o gestor poderá comparar com os custos de uma frota própria e optar pelo que for mais viável.

Leia o post e veja como otimizar o processo de logística a custos menores!

Os custos no processo de logística

O processo de logística, como outros processos dentro de uma empresa, também está sujeito ao binômio “custos fixos x custos variáveis”.

Esses custos devem ser considerados pelo gestor de frota própria para não ter prejuízos ao final do mês.

Dentre os custos fixos, podemos citar: a remuneração dos funcionários (salários), o seguro dos transportes, o licenciamento, as contas de serviços públicos (como energia elétrica e água) e outros.

Já dentre os custos variáveis destacam-se: a manutenção dos veículos, os custos com combustível e pneus e outras coisas.

Na hora de tomar decisões, o gestor deve considerar principalmente alguns custos, como o cálculo do frete, a renovação da frota, a seleção dos equipamentos e assim por diante.

Mas, no caso de terceirizar os serviços de logística, as coisas mudam para o gestor.

Os custos variáveis na frota terceirizada e em outros serviços de logística

Vamos avaliar quais os custos variáveis que incidem quando o gestor opta por terceirizar sua frota em vez de manter frota própria. Naturalmente, não existirão mais os custos fixos.

Os custos variáveis no processo de logística terceirizado variam conforme a demanda, o que já significa uma vantagem. Claro que, se a demanda for muito instável, isso poderá representar uma desvantagem, já que o gestor não poderá se planejar tão bem financeiramente.

De qualquer modo, a economia financeira ainda é um dos principais motivos que levam uma empresa a terceirizar serviços de logística.

Os custos dependem do tipo de serviço prestado e o gestor que já assumia esses custos antes de decidir terceirizar entende o que eles significam. Empresas terceirizadas de logística podem prestar serviços de:

  • transporte rodoviário, rastreamento e roteirização (na maioria das vezes, esses serviços já se apresentam unificados no plano de pagamento, já que são interdependentes);
  • locação de mão-de-obra, equipamentos, embalagens retornáveis, armazéns (podem ser estruturais ou infláveis);
  • armazéns gerais;
  • unitização de cargas;
  • compras;
  • picking (processamento e separação de pedidos), acumulação, expedição e assim por diante.
  • setor de TI (ERP, WMS, TMS, código de barras, radiofrequência e outras tecnologias).

Ainda é possível terceirizar atividades de exportação/importação, como agenciamento de transportes, desembaraço aduaneiro, carga e descarga (em portos, ferrovias, rodovias, aeroportos).

Outras operações passíveis de terceirização no processo de logística envolvem:

  • milk run (coleta programada);
  • cross docking (transporte direto de mercadorias sem a necessidade de constituir estoques em armazém);
  • recebimento e inspeção de mercadorias;
  • estocagem;
  • line feeding (abastecimento de linha);
  • sequenciamento.

Assim, dependendo da quantidade de operações envolvidas, das características peculiares de cada uma e de como a empresa terceirizada encare e forneça esses serviços serão calculados os custos variáveis.

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As desvantagens em não terceirizar

Lembre que a empresa terceiriza somente os serviços que desejar, o que promove a redução de custos na medida em que o pagamento feito é somente sobre o serviço prestado.

Mesmo quando as empresas terceirizam muitos serviços do processo logístico, ainda podem sair ganhando, tanto na economia de dinheiro quanto na economia de tempo e no aumento da qualidade e da eficiência do trabalho.

Quando o gestor terceiriza, ele já se liberta dos custos fixos que, em geral, são mais pesados que os custos variáveis, pois não se alteram e são obrigatórios. Considere, por exemplo, o pagamento de funcionários mesmo em épocas de baixa demanda. Terceirizando, o gestor não terá essa preocupação, pois os funcionários pertencem à empresa terceirizada (há transportadoras que mantêm funcionários e agregados, ou seja, caminhoneiros autônomos).

Manter uma frota própria exige muito capital e cuidados. Os gastos com combustível, troca de pneus, manutenção em geral do veículo podem comprometer uma boa parte do faturamento da empresa.

Além disso, sempre chega o momento em que é preciso substituir um caminhão velho por um novo — inclusive por questões de economia, já que, muitas vezes, manter veículos ultrapassados acaba saindo mais caro.

O gestor também deve investir em tecnologia para garantir a segurança da carga, do caminhão, do motorista e de terceiros durante o trajeto até o consumidor final.

Por esses e outros motivos, algumas empresas preferem abrir mão de uma frota própria e terceirizar os serviços de transporte.

O que a empresa terceiriza considera para precificar

Na hora de precificar, a transportadora considera critérios como: distância, natureza e tamanho da carga, prazo para entrega, riscos envolvidos e outras coisas. No entanto, esses custos variáveis saem, na maioria das vezes, mais vantajosos para a empresa contratante — além de economizar recursos, o gestor goza de menores preocupações e pode se dedicar com mais afinco à atividade principal da empresa.

Lembre que o veículo terceirizado, usado para levar a carga de uma determinada empresa-cliente, também prestará serviços a outras empresas, ou seja, os custos com o veículo sofrem uma espécie de rateio entre todos os clientes da transportadora ou do caminhoneiro, o que favorece o custo-benefício para cada cliente individualmente.

Os custos variáveis mais específicos no transporte de uma determinada carga estarão associados ao consumo de combustível (distância do ponto de partida até o ponto de chegada) e os riscos que a envolvem.

É importante salientar que existem transportadoras que facilitam tanto a vida da empresa contratante quando do profissional autônomo, intermediando os serviços e localizando os motoristas que mais se ajustam às necessidades do cliente.

Uma determinada empresa precisa de um veículo para levar determinada carga até o ponto X. A transportadora localiza um profissional que, em sua rota de retorno, inevitavelmente passará pelo ponto X.  Assim, esse motorista é contatado e pode resolver o problema de entrega da empresa, além de não sofrer prejuízos com o regresso sem carga.

A transportadora pode identificar os motoristas mais próximos da empresa ou que possam cobrir a menor distância até o destino da carga, favorecendo fretes mais baixos e menores custos totais.

Essa tecnologia possibilita otimizar o relacionamento entre empresas, transportadoras e caminhoneiros autônomos — algo que seria muito improvável com a manutenção de uma frota própria.

Avaliando os prós e os contras, os custos variáveis envolvendo a terceirização do processo logístico são muito menores que a soma dos custos (fixos e variáveis), acrescidos dos encargos habituais, que envolvem a manutenção de uma frota própria.

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