O impacto do custo de ociosidade no transporte de cargas

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Escrito por Ana Beatriz

Data: 13/10/2016

Com o cenário econômico desfavorável, o foco de todos é buscar alternativas para reduzir os custos. Já apresentamos a terceirização do transporte como uma possibilidade para gerar economia. Você já calculou o custo de ociosidade de cargas e da sua frota?

Esses custos dizem respeito aos valores gastos quando a frota não está trazendo benefícios reais para o negócio — seja quando o veículo está parado no pátio ou retornando vazio após uma entrega.

Certamente, ele impacta diretamente nos investimentos em logística. Neste post, vamos abordar algumas questões que fazem parte do cotidiano das empresas que adquiriram uma frota própria e agora precisam lidar com os custos de ociosidade e manutenção dos caminhões.

Entenda as desvantagens da frota própria

As empresas que optam por investir em frota própria para o transporte de cargas ganham mais autonomia, mas em contrapartida também assumem o custo de ociosidade de cargas.

Dentre as desvantagens de manter a frota própria podemos citar a depreciação dos veículos, a ausência de carga de retorno, as despesas operacionais com pessoal e o pagamento de impostos, que vão desde IPVA até INSS.

Quem tem frota própria faz o custeio da distribuição de mercadorias e ainda se encarrega de gastos variáveis com pneus e combustível. Mas, ao terceirizar o transporte, a empresa terá assistência técnica, poderá fazer entregas em qualquer rota, não terá os custos da depreciação do veículo e todas as outras despesas já estarão inclusas no valor do frete.

Atualmente, também é possível acompanhar todo o percurso do frete, desde a coleta até a entrega, usando a tecnologia — um meio de proporcionar mais transparência ao embarcador.

Conheça quais são os impactos do custo de ociosidade de cargas

Dentro da logística da empresa, o custo de ociosidade de cargas pode gerar profundos impactos. Esse reconhecimento é necessário para aumentar as possibilidades do negócio. Dentre as consequências estão:

1. Aumento das despesas logísticas

Quanto maior é o custo de ociosidade, maiores são as despesas logísticas do negócio. O grande problema desse aumento na matriz de custos se refere ao fato de que ele não é acompanhado por qualquer melhora no processo de transporte.

Os veículos que estão parados continuam gerando despesas diversas, ao mesmo tempo em que não estão produzindo em favor do empreendimento. Isso faz com que se tornem ainda mais onerosos, tanto do ponto de vista de aquisição quanto de manutenção.

Imagine que um caminhão, ao longo de um mês, realiza 20 viagens. Nos outros 10 dias, entretanto, fica parado dentro da empresa, gerando custos com impostos e manutenção. O lucro que poderia existir graças à sua atuação é bastante reduzido, por conta desses 10 dias de ociosidade.

Sem construir algo de valor para a empresa, como entregas no prazo correto ou aumento de satisfação do cliente, esse tempo ocioso se mostra extremamente pernicioso.

2. Diminuição da lucratividade

Se a empresa gasta mais para realizar a logística, é natural que ela tenha menos lucro com as operações.

Um custo de ociosidade de cargas muito grande faz com que a empresa corroa recursos de maneira contínua e intensa, sem ver nenhum resultado positivo associado ao cenário.

Há, também, uma evidente perda de rentabilidade. Como o veículo vai custando cada vez mais caro para o negócio, o investimento que fora realizado para a sua aquisição se torna progressivamente menos atraente.

Dependendo do caso, esse dispêndio pode ser tão intenso, que a empresa praticamente não enxerga retorno a respeito do uso dos meios de transporte.

3. Perda de competitividade

Com o transporte ficando mais caro, é provável que o preço seja repassado para o cliente. Isso faz com que haja uma perda de competitividade por parte do empreendimento.

Outros negócios que têm uma administração mais precisa a respeito da ociosidade vão conseguir oferecer condições melhores no mercado, de modo a ganhar a preferência dos clientes que atendem. Como decorrência, a empresa que sofre com a inatividade no transporte perderá clientes, oportunidades de novos negócios e muito dinheiro.

Uma taxa elevada de inatividade, em geral, também segue associada a uma administração logística pouco estratégica. Isso aumenta as chances de que ocorra insatisfação por parte dos clientes, o que assola ainda mais o potencial competitivo do negócio.

Aprenda a controlar melhor a ociosidade

Diante de efeitos que podem ser tão críticos, a empresa deve fazer um esforço consciente para controlar os impactos dessa ociosidade. De fato, muitos gestores sequer reconhecem que esse é um problema do seu setor, o que impede que atuem em busca de uma solução.

O mais importante é adotar uma abordagem estratégica. E para tanto, os principais pontos incluem as práticas a seguir:

1. Calcule os custos de maneira completa

Para começar a agir sobre essa questão da ociosidade, é necessário, em primeiro lugar, conhecer quais são esses custos. É indispensável colocar na ponta do lápis o quanto a empresa perde com os veículos que estão parados em seu pátio.

É importante conhecer quais são os gastos com cada tipo de veículo e qual é o passivo com a frota toda. Dá para ter uma ideia de quais são os veículos mais utilizados e quais são os que geram mais custos.

Imagine que a empresa apresente dois tipos principais de caminhões: os maiores, para as cargas mais pesadas; e aqueles que são mais compactos. Enquanto os veículos compactos têm ótima movimentação, os maiores possuem um grande custo de ociosidade de cargas.

Isso significa, portanto, que a empresa tem mais entregas menores, e que talvez seja a hora de rever a composição da frota.

2. Colete dados sobre as vendas

É imprescindível coletar dados precisos com o setor de vendas. Isso ajuda no planejamento amplo do negócio e contribui para a redução de diversas despesas.

Além de entender mais sobre como é a configuração das vendas e, consequentemente, das entregas, é muito importante analisar o volume de pedidos. Em períodos de baixa demanda o custo de ociosidade aumenta, porque menos pedidos significam menos transporte.

Uma demanda muito elevada, entretanto, também pode gerar mais ociosidade, sobretudo se os transportes não forem planejados e se os veículos quebrarem devido ao uso intenso.

Reconhecer a previsão de vendas ainda é relevante para que haja a compreensão sobre se a frota está dimensionada corretamente. Baseando-se no valor médio de suas demandas, a gestão pode identificar se há mais veículos do que o necessário, o que aumentaria o custo de ociosidade.

3. Defina as rotas de forma estratégica

Boa parte dos custos de ociosidade pode ser reduzida ou eliminada se a gestão adota uma definição estratégica de rotas. Isso é feito de forma a reduzir o número de transportes que são feitos de maneira unilateral, sem aproveitar todos os recursos disponíveis.

Para entender melhor, imagine que uma entrega será feita da cidade de São Paulo para o Rio de Janeiro. Enquanto o custo de ociosidade é nulo, até que o produto chegue ao estado fluminense, ele se torna mais elevado quando o veículo retorna vazio.

Afinal, o caminhão está gastando combustível e pedágio, além de desgastar as peças, sem trazer nenhuma vantagem extra para a empresa. Ao definir as rotas de maneira estratégica, é bem possível esquematizar a realização de entregas também no caminho de volta.

Se a empresa tem entregas para fazer também em Vitória, por exemplo, poderia planejar a viagem de modo a levar o pedido ao estado capixaba. Na volta, realiza a entrega no Rio de Janeiro e, de quebra, faz outras entregas em regiões adjacentes.

Isso só é possível quando há um planejamento estratégico a respeito das rotas, de modo a garantir que um mesmo veículo tenha os seus recursos otimizados e utilizados ao máximo.

4. Negocie com os clientes

Para que essa definição de rotas estratégica seja plausível, é recomendado negociar de forma direta com os clientes. Por meio de uma conversa com o consumidor, dá para definir mais facilmente quais são os prazos de entrega, garantindo-se que tudo se encaixe dentro das melhores condições da empresa.

Isso, inclusive, colabora para a satisfação de quem compra. Pense em um empreendimento que realizou uma compra com prazo de 20 dias para recebê-la. Porém, o seu negócio terá que fazer uma entrega em um local próximo na semana seguinte.

Com isso, dá para conversar com o cliente e negociar a possibilidade de adiantar a entrega, de maneira a aproveitar a viagem e diminuir a ociosidade. Isso não apenas amortece esses custos, como também faz com que o cliente fique satisfeito ao receber os seus pedidos de forma antecipada.

5. Use a tecnologia a favor do negócio

A tecnologia pode ser uma grande aliada quando a intenção é controlar e reduzir os custos de ociosidade.

Ela torna a maioria das tarefas mais simples e, principalmente, traz mais segurança para os processos. Graças a ótimas soluções tecnológicas fica possível fazer o monitoramento e o rastreamento de rotas, garantindo que tudo seja entregue como esperado.

Também é possível calcular mais facilmente os custos de ociosidade e cruzar dados de outros setores. Isso traz uma visão mais completa dessa questão e favorece o encontro de tendências sobre o assunto.

Esses recursos também contribuem para que as rotas sejam elaboradas com alta precisão e organização. Ter mais inteligência de negócio é fundamental para as tomadas de decisão, ainda mais no campo logístico.

6. Considere a terceirização como uma opção

O fato é que ter uma frota própria gera mais eventuais custos de ociosidade. Como a sua gestão se torna responsável por todos os aspectos do negócio, é impossível se desviar desse fator. Especialmente em momentos de baixa demanda e em que a empresa não tem certeza sobre a mudança de panorama, é válido pensar em boas soluções alternativas.

Nesse cenário, a mais vantajosa das opções é mesmo a terceirização da frota. Ao firmar parceria com uma transportadora de qualidade, por exemplo, a sua empresa não precisa mais se preocupar com a ociosidade, já que não é mais responsável pela frota.

Caso a empresa não deseje terceirizar a frota inteira, pode optar por essa possibilidade em um momento específico de aumento de demanda, por exemplo. Depois de reduzir a frota, a quantidade a mais de veículos que é necessária para algumas operações pode ser prestada por meio dos serviços de uma transportadora.

Saiba a importância de calcular esses custos

Em períodos de crise, a oscilação nas vendas é grande. A demanda por fretes fica menor. Por isso, calcular o custo de ociosidade é uma forma de encontrar boas saídas para gerar economia para a empresa.

Mesmo que um caminhão da sua empresa fique parado por um mês, os custos para a sua manutenção são mantidos. Os impostos continuarão sendo pagos, o salário do motorista e, em alguns casos, até o local onde o caminhão fica estacionado deverá ser alugado.

Isso significa que o investimento que foi concretizado para adquirir o caminhão não está retornando conforme o esperado, diante de tamanho conjunto de despesas.

A tecnologia pode ser uma forte aliada para identificar o custo de ociosidade dos caminhões da sua empresa. Busque ferramentas para aumentar o controle sobre as demandas.

É importante gerar relatórios com dados como destino do frete, peso e tipo de carga. Com tais informações consolidadas será viável identificar o fluxo, calcular o custo de ociosidade e cotar a terceirização do frete. Depois, basta traçar um comparativo e identificar o que é mais vantajoso para a sua empresa.

Conheça a economia colaborativa

A economia colaborativa é uma tendência global e trata-se de uma forma de promover práticas que favoreçam a redução de custos e a sustentabilidade, por exemplo.

Por meio dessa ideia é possível reduzir também o custo de ociosidade na área de logística.

Imagine que uma empresa envia semanalmente uma carga de seis toneladas de São Paulo para Porto Alegre. O caminhão retorna vazio para a sua origem, ampliando a sobrecarga das rodovias.

O custo de ociosidade de situações como essa pode ser eliminado por meio da terceirização do frete. Nesse caso, a tecnologia pode ser usada para aumentar o aproveitamento de espaços, garantir carga de retorno e reduzir o custo do transporte de carga.

O custo de ociosidade no transporte de cargas gera impactos de lucratividade, rentabilidade e competitividade. O adequado acompanhamento é indispensável. Deve-se tomar amplas medidas para que seja possível reduzir o seu valor.

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