As melhores práticas para ter eficiência no transporte de trigo

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Data: 16/10/2019

O Brasil ainda é um país que consome mais trigo do que produz. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), foram processados mais de 12 milhões de toneladas do cereal em 2018, 3% a mais que no ano anterior. Porém, foram produzidos apenas 5,6 milhões de toneladas de trigo em território nacional.

Apesar de parecer um número baixo, o Brasil vem aumentando a sua colheita a cada ano. Estima-se que, em 2019/20, serão mais de 6,6 milhões de toneladas de trigo colhidas no País. Esse crescente número de consumo e produção também tem aumentado o número de caminhões voltados para o transporte de trigo. 

Para entender como ele funciona, quais os cuidados precisam ser tomados e os desafios desse tipo de transporte, acompanhe o texto que preparamos!

Como funciona o transporte de trigo?

É muito comum vermos trigo ser transportado por caminhões, navios, trens etc. O Brasil ainda depende da importação desse alimento e, por isso, o transporte do porto marítimo até o armazém exige um cuidado especial e muita atenção — afinal, qualquer perda pode ser um grande prejuízo para o comprador. 

Por ser uma carga extremamente frágil em relação à umidade, o trigo precisa ser transportado o mais rápido possível e em ambientes com boa vedação. Assim, o tipo de carroceria indicada para essa viagem é graneleiro ou basculante, que, além de garantir o fácil acesso para o carregamento e descarregamento, também protege os grãos da água e das altas temperaturas. 

Mas, antes de fazer o embarque, é preciso garantir que os grãos estejam limpos, que o ambiente onde ficam armazenados tenha pouca umidade e temperatura ideal, com local fresco e seco. A falha em um desses processos pode ocasionar a perda de toda a safra. 

Caso o transporte seja de trigo moído, essa atenção deve ser redobrada. Como o grão é triturado em moinhos na maioria dos casos, o produtor deve garantir que o maquinário esteja totalmente limpo antes de iniciar o processo. Também devem ser inspecionadas as caixas e os silos para garantir a integridade do alimento, que, nessa forma, é direcionado para produtos que serão assados e entregues ao consumidor final. 

Quais os desafios desse tipo de transporte?

Transportar trigo exige alguns cuidados para que a mercadoria chegue até o destino sem avarias e que possa satisfazer as expectativas do contratante. O maior desafio nesse tipo de viagem é como o deslocamento será feito. É importante ficar atento a algumas ações que devem ser evitadas. 

Apesar de o trigo não precisar de um caminhão que tenha refrigeração ou aquecimento, a carga não pode ficar exposta ao sol por muito tempo ou à chuva em nenhum momento. Tanto o grão quanto a farinha são extremamente sensíveis a água e ao calor e precisam ser armazenados no caminhão de forma que não haja nenhum contato com umidade ou temperaturas excessivas.

É importante que a carroceria seja bem vedada e fechada para evitar a perda da mercadoria durante o transporte. Caso isso ocorra, o caminhoneiro deve ser orientado a parar o caminhão imediatamente e fazer o reparo — ou aguardar outras orientações do produtor.

Antes de fazer o carregamento, o gestor deve conferir se a carroceria que será usada garante a qualidade e a integridade do produto até o local de entrega. O ideal é optar por caminhões que têm um bom revestimento, estrutura e assoalho adequados para o peso e o tipo de mercadoria. 

Também deve-se ficar atento quanto ao caminhoneiro que fará o transporte, verificar se ele possui algum histórico positivo ou negativo, se consegue manter a qualidade do alimento até a entrega, se guia com segurança e como ele cuida da armazenagem dos produtos. Além disso, é importante observar se ele costuma seguir ou não as rotas planejadas. Por ser uma mercadoria cara, assaltantes de carga podem ter o veículo como alvo. 

Quais práticas podem tornar o transporte mais eficiente?

Como já vimos até aqui, transportar trigo exige um cuidado redobrado para que ele seja armazenado de forma correta no caminhão e não corra o risco de sofrer desperdícios ou perda de qualidade durante a viagem. Por isso, separamos algumas boas práticas na hora de fazer esse transporte. 

Logística

Como o trigo é um produto que não pode ficar muito tempo viajando, é importante que a empresa tenha profissionais com a capacidade de lidar com a logística do transporte, analisando qual a rota mais curta, o tempo que será gasto, a que vai gerar menos custo e desperdício etc. 

Segurança da carga

As estradas brasileiras não são as mais seguras, por isso é preciso ter muita atenção na rota que será feita com a mercadoria. Além da avaliação das estradas, é preciso conscientizar os motoristas e mapear os riscos que podem acontecer durante o trajeto. Trace planos com a equipe de logística e motoristas para evitar situações que facilitem a ação de criminosos. 

Manutenção preventiva

Como o aconselhável é que o trigo chegue o mais rápido possível até o destino final, nada pior que o caminhão ficar parado na estrada por causa de problemas mecânicos. Garanta que o veículo contratado esteja com todas as manutenções em dia e faça um checklist antes de sair, verificando o nível de óleo, pneus, freios, embreagem etc.

Motoristas autônomos

Uma das melhores formas de economizar recursos é contratando motoristas autônomos. Além do baixo custo em comparação com as grandes transportadoras, o empresário garante agilidade na entrega, menos burocracia e vazão mais rápida das mercadorias. Atualmente, já existe um aplicativo que ajuda na busca desses profissionais. 

Como a tecnologia auxilia na segurança em todas as etapas?

É importante contratar uma empresa que esteja preparada para atender às demandas do seu negócio. Como vimos, o trigo é um material delicado e que precisa de um cuidado maior que os demais grãos. O aconselhável é buscar caminhoneiros que estejam preparados para levar as mercadorias até o destino final sem correr riscos. 

Por isso, é interessante optar por veículos que contem com monitoramento 24 horas, por meio de um sistema como da Cargo X, que faz o rastreamento e notifica o usuário caso qualquer problema aconteça durante o trajeto. Isso permitindo ao gestor agir rapidamente em casos delicados. Por ser uma carga visada, é preciso conscientizar os motoristas para evitar rotas que vão além do que foi planejado.

Para reduzir a possibilidade de desvios de cargas — problema comum nas estradas brasileiras —, é preciso que o time de logística consiga avaliar o trajeto mais rápido. Como vimos, o tempo que o trigo ficará dentro do caminhão é importante para que ele não sofra com condições que vão fazê-lo perder a qualidade, além de todos os cuidados necessários para que o produto não sofra contaminação e prejuízos para o produtor ou comprador.

Gostou e quer saber mais sobre como melhorar a qualidade do transporte de trigo? Entre em contato com a Cargo X e converse com os atendentes sobre as suas necessidades.

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